sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A primeira resposta



O nosso garoto agora mais do que nunca sentia a necessidade de uma solução. Ele parecia mais pensativo, levantava-se do sofá e caminhava pela sala escura da velha casa. Havia pouca iluminação, apenas a luz da lua entrava pela janela e iluminava uma parede que ficava frente á mesma. Nela haviam retratos pendurados, ele os observa e vez ou outra alguns lhe faziam dar um pequeno sorriso, um em especial lhe causou uma mudança no semblante, fez brilhar seus olhos, refletindo a alegria de sua alma. O retrato era de três jovens: um rapaz e duas moças. Aquelas pessoas com certeza faziam parte do seu passado, do seu presente e iriam fazer parte de seu futuro, e aquele sorriso e o raro brilho em seus olhos denunciavam que era exatamente isso que ele desejava, ele queria levar aquelas pessoas sempre consigo.

As coisas não são fáceis, nem são como nós queremos, e pro nosso garoto não haveria exceção, mas aquele retrato era sua primeira resposta e a peça chave para que tudo fizesse sentido. O garoto pegou aquela foto e a guardou no bolso esquerdo de sua jaqueta próximo ao seu peito e dirigiu-se ao porão.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

E na velha casa surge a primeira duvida


Muitas vezes nós não entendemos a vida, as pessoas, os sentimentos e algumas situações nos fogem de controle. Foi o que aconteceu com o nosso garoto ele perdeu o controle, por não entender a vida, por não entender a maldade e o desprezo das pessoas. Por isso havia saído da casa, ele tinha ideais, ele queria que o mundo fosse diferente e saiu pra tentar muda-lo, mas infelizmente as coisas não são como queremos, nada é tão simples quanto parece, as vezes idealizamos coisas, queremos coisas e nunca as temos, talvez por anseios por as esclohermos na hora errada, ou por escolhermos as coisas erradas. O nosso garoto fez escolhas erradas, ele tinha sonhos mais ainda não sabia o significado deles, e voltou pra obter respostas, para construir novos sonhos, era só o que ele queria, mas mal sabia que ao voltar seu conceito de sonhos ia mudar completamente.
Agora ja era meia noite e ele ainda estava pensando no sofá, meia hora havia se passado desde que chegou, já era outro dia e com esse novo dia uma nova duvida: Quem irá responder as perguntas?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Conflitos de um garoto suburbano


Segredos escondidos


Em uma sexta-feira sombria exatamente às 23h30min, um jovem rapaz suburbano e cheio de conflitos, de aparência estranha e repudiada pela sociedade moderna se arrisca a adentrar num lugar escuro e frio, parecia uma castelo abandonado, onde a muito não vivia ninguém. Isso se notava pelo estado em que se encontrava o local, com pichações por todas as partes, palavras de ordem, misturadas com versos de poemas uma verdadeira bagunça, parecia que havia passado um furacão por aquele lugar, moveis derrubados, o piso rangia e se ouviam gritos ao longe como se o lugar fosse mal assombrado. Haviam retratos de pessoas por todas as partes, muitos deles quebrados ou rachados, entre eles dois em especial chamavam a atenção, o de um homem negro que aparentava seus 40 e poucos anos, com barba e cabelos grandes e o de uma moça de aparência angelical, de pele levemente morena, cabelos negros com olhos misteriosos incapazes de revelar sua verdadeira índole, os dois retratos estavam mais quebrados que os outros e apesar de passarem a impressão de que fossem as pessoas mais queridas por quem quer que tenha morado naquela casa, seu estado passava a impressão de que alguém muito irado os havia quebrado com as próprias mãos. Ao andar pela casa viam-se outros sinais de luta, paredes marcadas a soco, sangue em alguns locais, evidentemente um louco havia passado por ali. O rapaz de aparência rebelde, com botas militares, calça preta apertada, correntes por todas as partes, camisa vermelha e jaqueta preta de couro sintético coberta de rebites, e semblante ainda mais rebelde que sua aparência, parecia não se intimidar, andava e olhava tudo ao seu redor como se já conhecesse bem o local, colocava sua mão fechada nos buracos das paredes, que davam encaixe perfeito como se fosse ele o responsável por aquelas marcas, olhava os retratos os moveis, e seu olhar nada denunciava, se ele sentia medo, raiva, alegria ou qualquer sentimento que fosse, ele tinha apenas um olhar, um único semblante seco e assustador, para todos eles.

No lugar havia duas escadas, uma delas parecia não levar a lugar nenhum, e a outra levava ao porão. O rapaz como quem sabia exatamente o que queria olhou de canto a escada que não dava a lugar algum e seguiu rumo ao porão. Desceu as escadas e se deparou com uma porta trancada, tomou uns três passos de distancia e derrubou a porta num único chute, nesse momento se ouvia ao longe uma musica, de batida rápida e tocada em poucas notas com destaque para o baixo e a bateria, ouvia-se pouco o vocal, e o que se escutava não se entendia, e esse foi o único momento em que seu olhar mudou, mudou para um olhar ainda mais rebelde. Dentro do porão havia muitas tralhas, pó por toda a parte e muitas coisas cobertas com panos. O rapaz seguiu em frente e descobriu um velho baú, este por sua vez estava trancado com cadeado. Incrivelmente num ataque de fúria, como se a musica que tocava ao longe lhe desse mais força, o rapaz arrebentou o cadeado com suas mãos, sem mudar seu olhar ou fazer qualquer alteração de respiração e sem fazer um único barulho.

Ao levantar a tampa do baú alguns objetos surgiram, os retratos antes quebrados, agora inteiros, poesias, cartas, palavras de ordem em alguns cadernos, pareciam lembranças, ele se sentou no chão sem se importar com o pó e foi revirando o baú, conforme ele ia vendo aqueles retratos e aquelas cartas, vozes começavam a ecoar em sua cabeça, algumas iradas como em uma discussão, outras doces como em uma declaração de amor, seu olhar começou a mudar, sua roupa simplesmente desapareceu como num passe de mágicas e em dois tempos ele estava em vestimentas aceitas pela sociedade, estava menos, mais tímido e menos assustador, porém seu olhar ainda continuava seco, agora menos do que antes, mais ainda rebelde. Um dos retratos dentro do baú era daquela moça angelical que eu antes havia citado, em seu semblante estava claro que ele havia conhecido aquela garota, seus olhos brilharam e uma lagrima de saudade em contraste com seu semblante rebelde, rolou vagarosamente pelo seu rosto, e parou no canto de sua boca, uma outra escorreu pelo canto do olho, e fez seu caminho rumo a ponta do nariz do jovem rapaz, parou por alguns segundos e caiu rapidamente no retrato da garota, ele começou a ficar com sua aparência assustadora novamente secou suas lagrimas, e ao ver o retrato do homem barbudo, a raiva novamente do dominou o corpo, o semblante, a mente e o coração do rapaz, ele seguiu rumo a saída do porão e se deparou com a porta consertada e trancada. Novamente a derrubou e foi pra sala, sentou-se num velho sofá rasgado, e ali ficou a pensar. Mas como ele conhecia aquele lugar? Por que ele foi lá? Melhor... Por que ele havia abandonado aquele lugar com todas as suas coisas?

Eu acho que essas são as perguntas que ele fazia a si mesmo, e tentava procurar as respostas, mas não as encontrava, aquele lugar, aquelas coisas, a musica, os gritos, as coisas esquisitas que ali aconteciam eram seus segredos, segredos que ele guardava a sete chaves, e creio eu que nem ele mesmo conseguia desvendar os mistérios que envolviam aquele lugar.

sábado, 18 de julho de 2009

Primeiro desabafo


Há muitas coisas no mundo que merecem atenção e as pessoas não dão a minima, a politica, a fome, as guerras e o meio ambiente são algumas delas. Isso me revolta, muita coisa me revolta, o preconceito, a pobreza extrema de varios povos da terra, a burguesia, o sistema, a sede por dinheiro e poder, a mediocridade das pessoas, tudo isso me faz ver o mundo como uma grande bola de merda verde que fede e camuflada com algum perfume azul. Minhas palavras me fazem parecer um bruto não é? Pois é, é isso que eu sou, um bruto, um rebelde, um revolucionario, que só quer um mundo diferente, que quer que o mundo seja um lugar melhor para nossas crianças.

Há coisas que eu gostaria de ser de fazer, de dizer para algumas pessoas, mas por alguma razão não digo, não faço, não sou. Essas coisas eu direi para o mundo aqui no meu diário, O Diário de um bruto apaixonado.